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Um Filósofo Chamado Banduca

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Autor: Max Brandão Cirne

Um Filósofo Chamado Banduca

 

O sujeito nasceu, cresceu e se casou em Itiúba. Conheço-o desde muito jovem. Não que a diferença seja lá muito grande. Calmo, uma ilha de indiferença e paciência é como se pode descrever o Banduca, velho Banduca de guerra. Sujeito calmo e pacífico, nunca ninguém o viu zangado, cabisbaixo ou mal-humorado. É um ser extragaláctico. Pertence a uma família tradicional de Itiúba, sendo filho do patriarca e saudoso “JOVEM” sobre o qual já escrevi no blog, que resolveu nos deixar em saudade e memória já faz um tempinho.  

Banduca foi comerciante sempre com aquele sorriso fácil, embora meio forçado, mas, afável e educadíssimo, bigodinho fino e barba espantosamente feita diariamente na sua paciência de Jó, certamente demorando-se umas duas ou mais horas para escanhoar, próprio mesmo da família Carvalho. É irmão do Bertinho, do Fernando, do Huguinho e do Wilton que não vejo esse, faz mais de cinquenta anos. Mas não traio dizendo a idade de ninguém.

O Banduca, ao que se sabe, jamais deixou a cidade. Assisti ao seu casamento com muita farra e a mocidade desbragada fazendo as gozações. Sua esposa é minha colega na qualidade de professora. Banduca é um desses seres raros que atravessam o mundo sem um inimigo, sem se queixar sequer das dores nos calos e nem de dentes doloridos. Um sujeito espantosamente, e escandalosamente, e, além de fantasticamente filosófico, incapaz de ofender a quem quer que seja. Merece uma estátua na praça central. Viva o Banduca. Ele merece. Viva o Banduca! 

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